
Quando somos pequenas a primeira coisa que nos dão são bonecas, e nos ensinam que devemos cuidar e amá-las. Então damos nomes, banhos, vestimos e cuidamos realmente, como se fossem nossos bebês. Passamos a amá-las de verdade. E crescemos com esse sentimento de cuidar e amar. Até a primeira decepção, que nos assusta um pouco. Mesmo assim insistimos em tentar entender as pessoas que nos magoou. Ai vem mais e mais decepções, com isso começamos a criar couraças. Depois, passamos a ser influenciadas por outras mulheres, que, não sabemos, porque cargas d’águas queimaram o sutiã e exigiram direitos iguais. Direitos iguais? Quais? Apesar de muitas vezes brincar que eu queria ser homem para ter a força bruta, não é o que quero. È... Descobri, pasmem, que quero ser mulher, quero ter chilique, quero rir muito, até perder o fôlego. Ser fresca e até boba ás vezes. Quero chorar quando tiver vontade. E quero alguém para desabafar quando tiver mal, quero ser mimada, acarinhada e não só acariciada (sim, existe diferença). E isso, não me impedirá de ser mãe, cuidar dos meus filhos sozinha, trabalhar e viver na correria, e mesmo assim, ser tratada como mulher. Cansei das armaduras, está pesada demais. Vou me desarmar, estou cansada de lutas sem vencedores.
Acho que para termos momentos felizes, é preciso, às vezes, simplificarmos um pouco a vida.
By, Li
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