quinta-feira, 8 de julho de 2010

Simplicidade dos sentimentos


Por que não conseguimos manter o sentimento,tão puro, de e uma criança que acredita que tudo se resolverá
um dia?
A resposta é simples: amadurecemos e muitas vezes nos embrutecemos, também.
Depois, de tanto nos machucarmos com nossas próprias atitudes, tentamos, às vezes em vão, tirar as couraças que criamos no intuito de nos protegermos, mas que, na verdade, só nos distanciou daquilo que mais buscamos: a felicidade. Complicamos tudo, dificultamos tudo, exageramos em tudo. Fazemos das nossas frustrações, culpas e medos referências de vida para não errarmos mais e nisso acabamos cometendo outros erros. Erramos por medo de errarmos novamente. Magoamos, muitas vezes, por medo de magoarmos a nós mesmos.
Ah o medo!! Miserável vilão dos adultos! Quão covardes somos diante de nossos medos. Por que, quando crianças, não temos medo? Aliás, tínhamos, mas apenas do imaginário. Tínhamos medo do bicho papão, do monstro do armário, das lendas urbanas (homem do saco, loira do banheiro...rs), mas não tínhamos tanto medo da realidade. Éramos capazes de pular com um guarda chuva do telhado achando que podíamos flutuar. Não tínhamos medo de descer em alta velocidade uma ladeira com um carrinho de rolimã sem freio e desgovernado, não tínhamos medo de subir no pé de uma árvore o mais alto possível, achando que alcançaríamos o céu. Como criança é corajosa, não?
Ah, deveríamos crescer com a coragem das crianças, pois medo de bicho papão é fácil de resolver: bastava entrar debaixo das cobertas, fechar os olhos e pedir ao Papai do Céu que não deixasse ele nos pegar, ou então, correr pro quarto dos nossos pais, afinal, criança acha que adulto não tem medo de nada e os pais sempre são seus heróis.
Mas os nossos medos de hoje são piores, nos limitam demais. Muitas vezes nos acovardamos de uma maneira que nos impede até de batalhar para conseguir tudo o que “precisamos”. Desistir é mais fácil para o adulto. Não somos persistentes e pacientes como o menino que quer apenas namorar uma linda menininha e promete esperá-la, porque ela inda não tem idade para tal compromisso. Crianças acreditam em suas promessas...mas aí,se tornam ficam adultos.

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