domingo, 29 de agosto de 2010

Uma outra tempestade


Despertei antes do amanhecer, enroscada em mim mesma, como que me protegendo, de algo que sem que eu percebesse me machucava. De repente me dei conta do que estava acontecendo e num primeiro instante assustei-me, pois, ontem mesmo ainda passeava eu pela vida, tentando aproveitar cada minuto dos momentos tranqüilos que depois da “tempestade” consegui resgatar, quando vejo a minha frente vindo não sei de onde algo que me parecia o começo de outra tormenta. Aquela dor, antes sutil, surgiu de novo, do nada como se me castigasse, por algo que eu não tinha idéia do que seria. Pensei: Senhor, fujo correndo ou deixo essa tempestade, dessa vez, me levar?
Entre uma rajada e outra do vendaval em que eu quase caía, concluí num rompante que, se eu deixasse essa louca tempestade me vencer, dessa vez ela ia me derrubar e me quebrar para sempre.
Sinceramente, tentei desviar o caminho, tentei fazer de conta que aquilo não era comigo. Mas é inútil, quando existe uma rota traçada pelo destino para você, não tem como fugir. Ou encara, ou desiste, principalmente, de viver.
Eu?
Desistir de viver? De lutar? Entregar os pontos?
Nunca!
Apesar do medo, lutei. Não venci e também não fui definitivamente vencida.
Mesmo que dessa vez, essa tempestade tenha tirado um pequeno pedaço de mim, ou talvez, tivesse tirado de mim algo que não me pertencia realmente, não vou desistir. È estranho você sentir falta de algo que você nem imaginava que começava a existir dentro de você. Posso perder tudo, mas não vou perder a fé nem a coragem de recomeçar tudo de novo. Vou seguir em frente, no começo meio cambaleante, mas depois vou firmar bem meu pé no chão, seguir em frente e tentar não olhar para trás. Vou seguir devagar, sem pressa, com o que restar de mim das minhas batalhas, me dando o direito de sofrer e chorar às vezes. Mas não vou fazer da minha história só choro e sofrimento. Vou continuar a sorrir, não desistindo de viver em paz comigo mesma.

Afinal, sou forte, sou guerreira. Sou mulher.

Quero e vou voltar a tomar banho de chuva, sem medo dos temporais. Porque no finalzinho, eu sei que existe o arco-íris.


By:Li

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quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Histórias pra contar.


Hoje passei um tempo revendo coisas. Fotos antigas, cartas que á muito tempo eu recebia e email's que salvei. Senti uma vontade imensa de dar uma voltinha no passado e relembrar coisas maravilhosas que vivi. Senti saudades, principalmente de mim mesma. Sinto que mudei algumas coisas que não havia necessidade, por outro lado ficaram algumas coisas que necessito mudar com urgência. Mas,voltando as lembranças do passado, algumas nem tão distante, revivi tantos momentos maravilhosos, de palavras lindas,de bem querer, admiração. Como, simples palavras mesmo que escritas nos fazem bem, não é? Palavras de conforto, de carinho, de amor. O que pode haver de melhor que isso? Melhor que as palavras? Hum...uma atitude, algum gesto talvez. Hoje abri algumas gavetas, reli trechos de livros, dedicatórias em outros que ganhei,encontrei até uma rosa seca que guardei no meio de um desses livros, de um “buquê” que nem lembro de quem ganhei. Revi fotos antigas, ouvi algumas musicas do “meu tempo” e senti saudades. Mas foi uma saudade boa daquelas que faz você sorrir e até rir, pois, no caso das fotos, não tem como não rir. Algumas são hilárias. Desde novinha sempre gostei de visitar o passado, as coisas boas, óbvio. Adorava ler revistas antigas de minha mãe, sabe aquelas que tinham fotonovelas?( acho que era esse o nome). Ficava olhando as capas dos “ LP’s”..rs..., documentos antigos, fotos antigas, deixava minha mãe doidinha fuçando em tudo. Eu achava um barato aquilo tudo, pra mim era história de vida. Eu adorava assistir filmes épicos e musicais antigos, ”Cantando na Chuva,Noviça Rebelde,Bonequinha de luxo,Fantasma da Opera,Victor ou Victoria, Cinderela em Paris, E o Vento Levou, e muitos que nem lembro o nome, foram clássicos que me marcaram. As pessoas achavam engraçado eu ser ainda uma menina e gostar tanto desses coisas . Eu vivia perguntando a minha mãe, como era “no tempo dela”, os bailes, as paqueras, as músicas. E hoje, eu que me vi fazendo isso, revendo a “minhas histórias de vida”. E por um momento pensei” Nossa acho que estou ficando velha.”. Na verdade, a nostalgia da um quê de MUITO tempo, mas não é a idade pesando, era só saudades, mesmo. Pensei: tenho tantas coisas a fazer ainda, quero deixar mais histórias. Mas, quero deixar histórias bonitas, coisas boas, ter algo a ensinar, como meu pai e minha mãe. Quero ainda, rir muito de mim mesma, dos outros , da vida. Acho delicioso rever as coisas boas do passado, faço o possível pra não ficar batendo na tecla dos momentos ruins pra que eu não me amargue. Gosto do belo, da ingenuidade que tínhamos, mas de vez em quando olho para trás, e vejo que não há limites de idade pra continuar aprendendo. A vida é um constante aprendizado.
Estou ainda revendo o passado pra ver onde errei, tentar errar menos, ser mais paciente. Não quero ter um milhão de amigos, mas, apenas ter amigos verdadeiros. Não quero ter vários amores, quero apenas um amor que seja eterno enquanto dure, como já dizia o poeta. Junte a isso, admiração , carinho e respeito , que seja recíproco e talvez dure para sempre. O que precisa mais para ser feliz?

Bom... com tudo isso,também estou avaliando se certas coisas do passado ainda valem a pena. Acho que além da saudade, estou em uma fase de reavaliação e reciclagem. Ainda bem que, poucas coisas excluirei. Pois tudo o que eu vivi é importante para mim. E o que ainda vou viver, farei o possível pra ser mais importante ainda, mesmo que sujeito a erros e acertos, chuvas e trovoadas.

O importante é ter uma história de vida.

E eu quero ter a minha.

By : LI

Post: 23:05

quarta-feira, 4 de agosto de 2010


Hoje “me dei um tempo” para pensar na vida.
Na minha vida!!!
Decidi então que a partir do próximo amanhecer,
vou mudar alguns detalhes para ser a cada
novo dia, um pouquinho mais feliz.
Para começar, não vou mais olhar para trás.
O que passou é passado, se errei,
agora não vou conseguir corrigir.
Então, para que remoer o que passou?
Refletir sobre aqueles erros sim
e então fazer deles um aprendizado
para o “meu hoje”...
Nem todas as pessoas que amo, retribuem
meus carinhos como “eu” gostaria... E daí?
A partir do próximo amanhecer vou continuar a amá-las,
mas não vou tentar mudá-las.
Pode ser até que ficassem como eu gostaria que fossem,
e deixassem de ser as pessoas que eu amo.
Isso eu não quero.
Mudo eu...
Mudo meu modo de vê-las.
Respeito seu modo de ser.
Mas não pense que vou desistir de meus sonhos!!!
Imagine!!!
A partir do próximo amanhecer,
vou lutar com mais garra para que eles aconteçam.
Mas vai ser diferente.
Não vou mais responsabilizar
a mais ninguém por minha felicidade.
EU VOU SER FELIZ!!!
Não vou mais parar a minha vida porque
o que desejo não acontece, porque uma
mensagem não chega, porque não ouço
o que gostaria de ouvir.
Vou fazer meu momento...
Vou ser feliz agora...
Terei outros dias pela frente!!!
Nunca mais darei muita importância aos problemas,
que não tenho conseguido resolver.
A partir do próximo amanhecer, vou agradecer a Deus,
todos os dias por me dar forças para viver,
apesar dos meus problemas.
Chega de sofrer pelo que não consigo ter,
pelo que não ouço ou não leio.
Pelo tempo que não tenho e até de sofrer por antecipação,
pensando sempre, apenas no pior.
A partir do próximo amanhecer,só vou
pensar no que tenho de bom.
Meus amigos,nunca mais precisarão me dar
um ombro para chorar.
Vou aproveitar a presença
deles para sorrir,cantar,para dividir felicidade.
A partir do próximo amanhecer vou ser eu mesmo.
Nunca mais vou tentar ser um modelo de perfeição.
Nunca mais vou sorrir sem vontade
ou falar palavras amorosas por que
acho que sei o que os outros querem ouvir.
A partir do próximo amanhecer vou viver
minha vida...SEM MEDO DE SER FELIZ.
Vou continuar esperando.
Não, não vou esquecer ninguém.
Mas...
A partir do próximo amanhecer,quando a
gente se encontrar,com certeza,vou te dar
“aquele” abraço bem apertado,e com toda
sinceridade dizer...
ADORO VOCÊ e tenho muito amor para lhe dar.

*Blandinne*


Postado: 14hrs28min.

sábado, 31 de julho de 2010

Depois da tempestade vem à bonança.


Ouve uma tempestade interior tão terrível, que dessa vez ela achou que não ia suportar. Porque, se perguntava a todo instante, tantas coisas estão acontecendo ao mesmo tempo? Que fiz de tão ruim não que não posso,ao menos, ter paz interior, pra resolver tudo como sempre fiz? Porque as pessoas me cobram força? Que eu acredite, que não desista? Porque só relembram aquela pessoa que sempre lutou, que nunca desistiu?

Porque não lembram que sou humana?

Mas a intenção dela não era desistir, só se sentia um pouco fraca, e só queria um colo, um ombro, ou, alguém que conseguisse fazê-la rir. Pois ela adorava rir, mesmo em outras adversidades ela sempre riu, e isso era o combustível para ela continuar a lutar. Mas as pessoas de outrora, hoje, não tem mais tempo pra isso, para ajudá-la, pra dar um pouco desse combustível. Cada um tem sua vida, seus afazeres, e só o que podem fazer é dar uma ligadinha e dizer,"Não desanima, não, você sempre foi guerreira."

E é verdade, ela sempre foi guerreira, o que mudou?

Estaria ela ferida de muitas batalhas? Estaria cansada? Decepcionada?
Ou, na verdade seria ela apenas uma atriz? Representava ser forte? Quem sabe para não ter as cobranças que teve por esses dias, para não acharem que ela, era ainda, a menininha que quando crianças apenas chorava e entrava debaixo da cama pra se esconder das broncas?

Além do que, ela estava carente de carinho e atenção. Mas nem todo mundo está preparado pra dar carinho, só receber.

Carinho é algo que ela acha que deve ser doado a todos instante pois acredita que é o remédio para muitos males. Ela acredita tanto nisso que doa muito isso, acreditando que os outros também acreditam nisso. Mas nem todos acreditam... E os que acreditam tem o tempo escasso demais para que possa doar isso sem que atrapalhe seu dia a dia. Às vezes, ela tem medo de se tornar essas pessoas, que já não se importam com mais nada.

Então, quando veio a tempestade, ela não tinha o carinho, não tinha o ombro, não tinha o riso, Só a cobrança: Cadê aquela mulher guerreira?

Esqueceram que antes de ser guerreira, ela era uma mulher. E que muitas vezes, ela só queria ser mulher.

E mais uma vez ela percebeu que poderia ser mulher, sim. Mas... para se reerguer, ela teria que contar apenas com ela mesma, como sempre foi. E ao voltar a si, de novo, pediu ajuda a única pessoa que ela tinha certeza que nunca a abandou, e que o máximo que cobraria dela seria AMOR ETERNO. Então, ela falou com Deus, e pediu somente força e que ele não desistisse dela. E uma voz lá no fundo de sua alma lhe falou: Você lembra que sua mãe lhe dizia, depois da tempestade vem a bonança? Que não á mal que dure pra sempre? Que Deus não da o peso maior que você possa carregar?

Ela lembrou-se.

E se perguntou?

Olha aqui mocinha você acha que alguém virá aqui te salvar de si mesma? È nisso você que esta se transformando? No que você mais abomina no ser humano, numa covarde? (Nossa voz interior pode ser dura quando quer, mas creio que as vezes é nossa melhor amiga) .

Sentindo vergonha de si mesma, olhou a sua volta viu os os problemas dos outros,e sentiu mais vergonha...olhou pra dentro de si e não se reconheceu.
Procurou-se então na dignidade que sempre acreditou ter, E se encontrou lá, meio ferida ainda, mas ainda tentando, resistindo. E ressurgiu, não pelo outros, mas por ela mesma. Não ressurgiu como a Fênix da mitologia, pois ela não chegou às cinzas, mas teve forças novamente para seguir em frente.

Ela sabe que os problemas continuarão, e que nem tudo se resolverá de uma vez, mas que tem um aliado forte, poderoso, que a ama demais, DEUS.

È..., depois da tempestade vem à bonança.

Que Deus a proteja nas tempestade, pois ela sabe que outras virão. Mas, que ela seja como o bambu, que envergue mas não quebre.

By: LI


Post: 18hrs35min

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Simplicidade dos sentimentos


Por que não conseguimos manter o sentimento,tão puro, de e uma criança que acredita que tudo se resolverá
um dia?
A resposta é simples: amadurecemos e muitas vezes nos embrutecemos, também.
Depois, de tanto nos machucarmos com nossas próprias atitudes, tentamos, às vezes em vão, tirar as couraças que criamos no intuito de nos protegermos, mas que, na verdade, só nos distanciou daquilo que mais buscamos: a felicidade. Complicamos tudo, dificultamos tudo, exageramos em tudo. Fazemos das nossas frustrações, culpas e medos referências de vida para não errarmos mais e nisso acabamos cometendo outros erros. Erramos por medo de errarmos novamente. Magoamos, muitas vezes, por medo de magoarmos a nós mesmos.
Ah o medo!! Miserável vilão dos adultos! Quão covardes somos diante de nossos medos. Por que, quando crianças, não temos medo? Aliás, tínhamos, mas apenas do imaginário. Tínhamos medo do bicho papão, do monstro do armário, das lendas urbanas (homem do saco, loira do banheiro...rs), mas não tínhamos tanto medo da realidade. Éramos capazes de pular com um guarda chuva do telhado achando que podíamos flutuar. Não tínhamos medo de descer em alta velocidade uma ladeira com um carrinho de rolimã sem freio e desgovernado, não tínhamos medo de subir no pé de uma árvore o mais alto possível, achando que alcançaríamos o céu. Como criança é corajosa, não?
Ah, deveríamos crescer com a coragem das crianças, pois medo de bicho papão é fácil de resolver: bastava entrar debaixo das cobertas, fechar os olhos e pedir ao Papai do Céu que não deixasse ele nos pegar, ou então, correr pro quarto dos nossos pais, afinal, criança acha que adulto não tem medo de nada e os pais sempre são seus heróis.
Mas os nossos medos de hoje são piores, nos limitam demais. Muitas vezes nos acovardamos de uma maneira que nos impede até de batalhar para conseguir tudo o que “precisamos”. Desistir é mais fácil para o adulto. Não somos persistentes e pacientes como o menino que quer apenas namorar uma linda menininha e promete esperá-la, porque ela inda não tem idade para tal compromisso. Crianças acreditam em suas promessas...mas aí,se tornam ficam adultos.

Palavras ao vento.


Sei que me vê, me observa e sei que gosta de mim. Mas quando você vai sentir-me?
Quando vai perceber que sua presença me alegra, suas palavras me consolam, que seu sorriso me encanta, que seu toque me aquece?
Não percebe que sua ausência me entristece, que seu silêncio também me cala, que sem seu toque sinto medo?
Não? Então não me sentes.
Palavras vem da boca e da razão. Atitude vem do coração.
Não me diga apenas o que quero ouvir ou que você acha que preciso ouvir.
Aliás, não diga nada e não faça nada que seu coração não mandar. Pois ele sim, é verdadeiro. Palavras ecoam e o vento leva. Atitudes ficam para sempre na memória e no coração.

By: Li

Postado: 11:h25min

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Permissão de sentir



Hoje me permito...
Permitirei a mim mesma sofrer e chorar.
Não me importa se meu sofrimento não tem significado pra você, tem para mim.
Não me importa se minhas lágrimas não te emocionam, elas me consolam.
Não me importa que você me ache imatura nesse momento, pois me permitirei até isso.
Hoje eu me permito sentir...
Sentir-me triste, sentir-me decepcionada, sentir raiva.
Ah sim...Amanhã talvez  isso passe. E eu me permitirei simplesmente sorrir.
Amanhã, quem sabe,  me permito ser feliz e rir do hoje.

22:00

By li